05 de Março de 2024

Aumentam os protestos contra a prefeita Adriane Lopes

Vídeos mostram que nos bairros e no Paço Municipal as cobranças à prefeita tornaram-se constantes

Quarta-feira, 07 de Fevereiro de 2024 - 13:12 | Redação

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Aumentam os protestos contra a prefeita Adriane Lopes
Protestos da Guarda Civil Municipal e de outras categorias em frente à prefeitura tornaram-se constantes (Arquivo)

Os protestos de servidores em função da política de desvalorização e dos frequentes calotes dados pela prefeita Adriane Lopes no funcionalismo estão cada vez mais frequentes em frente ao Paço Municipal, na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande.

Vídeos que circulam em grupos de WhatsApp, Telegram e nas redes sociais desde o ano passado também mostram pessoas tentando abordar a prefeita, sem sucesso, para cobrar melhorias nos bairros.

Ontem, e também nesta quarta-feira (7), o espaço na entrada do prédio foi tomado por integrantes da Guarda Civil Municipal (GCM) e por servidores contratados para trabalhar nas Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEIs).

Em ambas as situações, reivindicação de melhoria salarial e cumprimento de acordos que mesmo assinados por Adriane Lopes ainda continuam apenas no papel.

Guardas municipais

Os integrantes da GCM protestaram na terça-feira (6) em frente ao Paço Municipal para cobrar o pagamento do adicional de insalubridade e periculosidade, reposição da inflação de abril de 2022 a janeiro de 2024, plano de cargos e carreiras e reajuste no auxílio alimentação, dentre outros.

Com relação ao adicional de periculosidade, em 2022 a prefeita Adriane Lopes enviou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para a Câmara Municipal com a previsão de pagamento, em janeiro de 2023.

“Ela não apenas deixou de pagar, como também entrou na Justiça para se livrar do cumprimento de uma lei que ela própria elaborou e sancionou”, explicou Hudson Bonfim, presidente do sindicato da categoria.

No movimento, os servidores instalaram dezenas de cruzes no canteiro central da Avenida Afonso Pena, em frente à prefeitura, e também no canteiro em frente à Câmara Municipal, em protesto por conta da morte do colega GCM Célio Marcos Lopes Guimarães, 52, que sofreu queimaduras graves em explosão de fogão à gás no dia 7 de janeiro na escola onde fazia plantão.

Assistentes de Educação

Nesta quarta-feira (7), a entrada do Paço Municipal foi tomada pelos assistentes de educação infantil, que apesar de estarem no município na condição de contratados, também protestam por melhorias salariais e de trabalho.

Com salário de R$ 1,5 mil, eles reivindicam a equiparação com os vencimentos dos assistentes de educação inclusiva, que recebem cerca de R$ 2,5 mil mensais, e também a redução da carga de trabalho de 8 horas diárias.

O protesto ocorre também para por fim aos casos de desvios de função e ainda pelo reconhecimento, pelo município, da validade de atestados médicos quando os assistentes têm de se ausentar das escolas para acompanhar algum familiar com problemas de saúde.

De acordo com o vereador Alírio Villasanti (União Brasil), que está auxiliando os assistentes a criar o sindicato da categoria, essas reivindicações só poderão ser atendidas por meio de novo contrato, cujo edital deve ser aberto entre março e abril.

“A contratação vence apenas em agosto, mas já estamos abrindo um canal de negociação com a prefeitura para atender as reivindicações desses profissionais”, explicou. 

Agentes comunitários

Em dezembro passado, reuniram-se para protestar em frente ao Paço Municipal os agentes comunitários de saúde, que exigiram o pagamento do adicional de insalubridade.

Em nota divulgada na ocasião, a prefeitura informou que apenas os agentes de endemias têm direito ao adicional de 20%.

Disse ainda que os valores não poderiam ser concedidos no momento por causa de decreto que impede a concessão de benefícios causando excedente no teto de gastos.

A mesma desculpa vem sendo reiteradamente utilizada pela prefeitura no Judiciário, sem sucesso, nas ações ajuizadas por outros servidores que pedem melhorias salariais estabelecidas em lei.

Cobranças nos bairros

Nos bairros, Adriane Lopes também vem sendo cobrada pela população. Nesses casos, a abordagem da população ocorre por conta do abandono, obras paralisadas e promessas não cumpridas.

Em uma dessas ocasiões, em 14 de dezembro do ano passado, Adriane Lopes e seus assessores tiveram de deixar às pressas o Bairro Nova Olinda, após solenidade de inauguração de uma academia ao ar livre.

Na época, moradores do Jardim Talismã se manifestavam contra a utilização de uma área do bairro para o assentamento de famílias da Favela do Mandela que perderam seus barracos em incêndio.

A área estava destinada a receber um Centro de Educação Infantil (Ceinf) e ainda a sede da Associação de Moradores do Jardim Talismã.

Fugiu de fininho

Ao serem abordados por uma das lideranças do bairro, Adriane Lopes e alguns assessores foram filmados deixando o local às pressas. 

“Prefeita sai de fininho depois do protesto dos moradores do Jardim Talismã. Tentamos conversar com ela e ela não teve a capacidade de nos explicar. Prefeita está saindo aqui, como fugitiva. Mais uma vez não nos respondeu e não resolveu os problemas do Jardim Talismã”, narra a pessoa que gravou as imagens.

“Sim senhor, é isso mesmo. Está saindo aqui da inauguração da praça do Jardim Olinda, onde tem aproximadamente 100 casas, enquanto o Jardim Talismã tem mais de 300 moradores. Parabéns, prefeita. Parabéns. A senhora merece os nossos parabéns”, finalizou o morador indignado.

Por Edir Viégas

 

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