12 de Abril de 2024

Ex-médico que matou amante se veste de mulher e comete suicídio

Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017 - 13:49 | Redação

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Ex-médico que matou amante se veste de mulher e comete suicídio

O ex-cirurgião Farah Jorge Farah foi encontrado morto em sua no bairro da Vila Mariana, na zona sul da capital paulista, no começo da tarde de hoje. Acusado de matar, em janeiro de 2003, sua paciente Maria do Carmo Alves, com quem mantinha um relacionamento amoroso, Farah tinha sido condenado a mais de 14 anos de cadeia.

A morte do ex-médico foi confirmada um dia depois de o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinar, ontem, que a pena de Farah Jorge Farah fosse imediatamente executada.

De acordo com o delegado Osvaldo Nico Gonçalves, quando a ordem de prisão chegou um chaveiro foi chamado para abrir a porta da casa.

No entanto, o cenário encontrado pela polícia indica que o ex-cirurgião se preparou para o suicídio. Quando os policiais entraram no local, encontraram Farah morto, deitado na cama, com um corte profundo na perna.

Farah tinha sido condenado a 16 anos de prisão por ter matado, esquartejado e ocultado o cadáver da ex-amante. Sua pena foi reduzida para 14 anos e oito meses por ter confessado o crime. Mais tarde, uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) permitiu que ele continuasse solto.

Em agosto, no entanto, o caso voltou à tona a pedido do Ministério Público de São Paulo. Nessa quinta-feira, o STJ determinou a prisão provisória imediata do ex-cirurgião.

Ritual para a morte - Para os jornalistas, o delegado Gonçalvez afirmou que o ex-médico preparou um "ritual" para a própria morte. O cenário para o ato final de Farah incluiu música fúnebre e roupas femininas.

“Ele colocou uma música sinistra, uma música de terror, coisa estranha, fúnebre. Ele se vestiu com roupas de mulheres, colocou seio, colocou essas coisas e atentou contra a própria vida”, explicou o delegado. “Ele fez um ritual para a morte”.

“Como você sabe, ele tem conhecimento médico. Eu sou leigo pra ver isso, estamos aguardando a perícia. Provavelmente ele cortou a via femoral, devido à quantidade de sangue. Ele mesmo sabia o que estava fazendo”, disse.

Além disso, o delegado afirmou que, aos vizinhos, Farah havia dito que iria se matar e que não iria para a cadeia.

O crime - O crime aconteceu no dia 24 de janeiro de 2003. Segundo a defesa, Maria do Carmo foi até o consultório do médico, no bairro de Santana, zona norte da capital, com uma faca e tentou agredir Farah. O médico conseguiu desarmá-la e golpear o pescoço da vítima.

Nesse momento, o médico relata ter tido um “branco” e só retomou a consciência no dia seguinte.

Segundo a polícia, após matar a mulher Farah teria ainda retirado todo o sangue dos órgãos e cortado o corpo em nove pedaços, que escondeu em sacos de lixo dentro do próprio carro. Ele ainda retirou a pele das pontas dos dedos. Após o crime, ele foi para uma clínica psiquiátrica, onde se internou. Lá teria confessado o crime para uma sobrinha, que o denunciou. O corpo da vítima só foi encontrado três dias depois.

Farah ficou preso por quatro anos e meio e aguardava a decisão do julgamento em liberdade. Em 2006, o Conselho Regional de Medicina (CRM) o proibiu de exercer a profissão. Após sair da cadeia, Farah Jorge Farah se matriculou na Faculdade de Saúde Pública e morava em um sobrado na Vila Mariana, zona sul da capital, onde aguardava um novo julgamento.

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