01 de Março de 2024

Ex-prefeito Gilmar Olarte é condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Quarta-feira, 24 de Maio de 2017 - 08:47 | Redação

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Ex-prefeito Gilmar Olarte é condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Em sessão de julgamento na manhã de hoje os desembargadores da Seção Especial Criminal do Tribunal de Justiça condenaram, por unanimidade, o ex-prefeito de Campo Grande Gilmar Olarte por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, aplicando-lhe pena de 8 anos e 4 meses de reclusão, inicialmente no regime fechado, e 44 dias-multa.

Além do ex-prefeito, Ronan Edson Feitosa de Lima, que foi assessor especial  de Gilmar Olarte, foi condenado a quatro anos e seis meses de prisão por corrupção. Desses, sete meses serão descontados porque ele já estava preso.

Ex-prefeito Gilmar Olarte é condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Pelo crime de lavagem de dinheiro, Luiz Márcio dos Santos Feliciano foi condenado à pena de 1 ano de reclusão e 3 dias-multa, substituída por tratamento ambulatorial, pelo período mínimo de 2 anos, em razão da semi-imputabilidade do réu e da necessidade de especial tratamento, pois encontra-se doente.

Em seu voto o relator do processo, desembargador Luiz Claudio Bonassini da Silva, ressaltou que os crimes imputados aos réus na denúncia do Ministério Público ficaram caracterizados nos autos pelas provas produzidas na instrução judicial criminal. “A realidade é que as condutas criminosas efetivamente aconteceram e foram provadas, deixando absolutamente isolada nos autos a versão em sentido contrário”, destacou.

Como efeito automático da condenação, o relator decretou o perdimento do veículo camionete Mitsubishi Triton, adquirido com o produto dos crimes de corrupção, em favor da União.

O caso - As investigações ocorreram no âmbito da Operação Adna, promovida pelo Ministério Público Estadual, para apurar crime de estelionato envolvendo o empréstimo de cheques em branco pelo ex-prefeito e de crimes como corrupção passiva, continuidade delitiva e lavagem de dinheiro.

Na ocasião, o  Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), apurou que o ex-prefeito Gilmar Olarte teria pego folhas de cheque em branco com fieis da igreja onde era pastor para supostamente trocá-las com agiota para supostamente arrecadar dinheiro. Em troca, ofereceria vantagens na administração assim que assumisse a prefeitura após a queda de Alcides Bernal.

No primeiro dia de depoimento, que foi realizado no dia 27 de novembro de 2015, Edmundo de Freitas afirmou que trocou cheques para Olarte no valor de R$ 240 mil e que em troca receberia vantagens na administração.

Segunda testemunha arrolada pelo MPE a prestar depoimento, a secretária Marly Deborah Pereira contou à Justiça que frequentava a igreja ADNA (Assembleia de Deus Nova Aliança), quando conheceu Ronan Feitosa e Olarte. De acordo com ela, Ronan começou a pedir os cheques em branco para realizar viagens e trocar com agiotas.

Para convencer os fiéis e amigos, Olarte  ainda teria prometido nomeações no Paço Municipal e outras vantagens, que eram sempre confirmadas pelo progressista. “Eu emprestei cheques a pedido de Ronan e confiava muito no pastor Gilmar Olarte”, desabafa Marly.

 

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