22 de Maio de 2024

Ex-governador Puccinelli volta a ser preso pela PF

Terça-feira, 14 de Novembro de 2017 - 07:52 | Redação

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Ex-governador Puccinelli volta a ser preso pela PF

O ex-governador André Puccinelli voltou a ser preso pela Polícia Federal. A prisão aconteceu na manhã de hoje, no âmbito da 5ª fase da Operação Lama Asfáltica, desta vez denominada Papiros de Lama. Além dele, também foi preso o seu filho, o advogado André Puccinelli Júnior, que de acordo com as investigações, junto com o pai integra quadrilha responsável por desviar mais de R$ 235 milhões dos cofres públicos.

De acordo com nota emitida pelas autoridades, a operação de hoje foi desencadeada sob ordem judicial e envolve, além da Polícia Federal, a Controladoria Geral da União e a Receita Federal.

A investigação tem como objetivo desbaratar quadrilha que desviou recursos públicos por meio do direcionamento de licitações, superfaturamento de obras, aquisição fictícia ou ilícita de produtos, financiamento de atividades privadas sem relação com a atividade-fim de empresas estatais, concessão de créditos tributários com vistas ao recebimento de propina e corrupção de agentes públicos.

Ex-governador Puccinelli volta a ser preso pela PF

O ex-governador foi acordado pela Polícia Federal logo às 6h no prédio onde reside, no centro da Capital. O mesmo tratamento foi dispensado ao seu filho. Os policiais também estiveram na residência do empresário João Amorim.

Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária, seis mandados de condução coercitiva, 24 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de valores nas contas bancárias de pessoas físicas e empresas investigadas.

As medidas foram cumpridas em Campo Grande, Nioaque, Aquidauana e São Paulo, com a participação de mais de 300 policiais federais, servidores da CGU e da Receita Federal.

Na quarta fase da operação, deflagrada em maio passado, a PF anunciou que a Águas Guariroba, concessionária do serviço de água e esgoto de Campo Grande, teria simulado compras de estação de tratamento e de livros jurídicos do filho do ex-governador, André Puccinelli Júnior, como estratégia para pagamento de propinas.

Os crimes - Os recursos desviados passaram por processos elaborados de ocultação da origem, resultando na configuração do delito de lavagem de dinheiro. Esta nova fase da investigação decorre da análise dos materiais apreendidos em fases anteriores, cotejados com fiscalizações, exames periciais e diligências investigativas e, ainda, corroborados por depoimentos de colaboradores, os quais participaram do esquema delituoso.

Este arcabouço probatório permitiu ratificar a linha investigativa adotada pela Força Tarefa acerca do modo de atuação da Organização Criminosa.

Restaram corroboradas as provas já existentes acerca de desvios e superfaturamentos em obras públicas, direcionamento de licitações, uso de documentos ideologicamente falsos para justificar a continuidade e o aditamento de contratos, aquisição ilícita e irregular de produtos e obras, concessão de créditos tributários direcionados, tudo com a participação de servidores públicos.

Os valores repassados a título de propina eram mascarados com diversos tipos de operações simuladas, de forma a dar falsa impressão de licitude ao aumento patrimonial dos integrantes da Organização Criminosa ou de dar maior sustentação financeira aos seus projetos.

Uma das novas formas descobertas da lavagem de capitais era a aquisição, sem justificativa plausível, de obras jurídicas, por parte de empresa concessionária de serviço público e direcionamento dos lucros, por interposta pessoa, a integrante do grupo criminoso. Em virtude deste estratagema, a Operação foi batizada de PAPIROS DE LAMA.

Prejuízos ao erário - Os prejuízos causados pela Organização Criminosa ao erário, levando-se em consideração as fraudes e as propinas pagas a integrantes da Organização Criminosa passam dos R$ 235 milhões (duzentos e trinta e cinco milhões de reais).

 

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