01 de Março de 2024

Empresários que acusaram governo emitiram mais de R$ 200 milhões em notas frias

Segunda-feira, 29 de Maio de 2017 - 08:47 | Redação

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Empresários que acusaram governo emitiram mais de R$ 200 milhões em notas frias

"Aqueles não são empresários, mas um bando de picaretas fraudadores do fisco". A afirmação é do governador Reinaldo Azambuja, que rebateu as denúncias apresentadas contra o Governo de Mato Grosso do Sul no programa Fantástico, da Rede Globo, exibido na noite de ontem. De acordo com Reinaldo, os denunciantes que apareceram em rede nacional acusando o Governo estão sendo processados por emitir mais de R$ 200 milhões em notas frias de empresas fantasmas.

Os autores das denúncias são os empresários José Alberto Berger, dono da empresa Braz Peli Comércio de Couros Ltda, instalada em Campo Grande, e Benilson Esteves Tangerino, proprietário da Frigobras Frigoríficos ltda, de Nova Andradina. De acordo com o site da Justiça Estadual, o primeiro figura em mais de cem ações judiciais, tanto na pessoa física quanto na jurídica.

"Nós temos uma ação contra eles movida pela Procuradoria-Geral do Estado e na Secretaria de Fazenda, e que já foi encaminhada ao Tribunal de Justiça de MS mostrando que eles são fraudadores do fisco. Ocorre que muitas vezes é colocada uma versão só, mas isso vai mudar, porque nosso Secretário de Governo enviou hoje uma cópia do processo que tem mais de mil páginas aos Ministérios Públicos Estadual e Federal. Eles foram autuados no dia 4 de novembro de 2016, após dados da inteligência fiscal mostrarem movimentação financeira muito atípica desses empresários", declarou.

Segundo o governador, os fraudadores emitiam inúmeras notas frias com o objetivo de fabricar créditos de ICMS. Proprietários de um curtume, começaram a abater gado. O esquema flagrado revelou que eles emitiram mais de R$ 200 milhões em notas frias do couro, se creditando com isenção de ICMS para reverter esse crédito no pagamento do abate do gado no frigorífico, tudo sem pagar imposto.

"Isso está identificado e documentado. É um processo judicial. Já temos dados das Secretarias do Governo do Estado de São Paulo, Rio Grande do Norte e Mato Grosso que mostram que os endereços das empresas são na verdade terrenos baldios, ou seja, empresas fantasmas que nunca existiram. Por isso estão tentando usar artifícios, usando uma pessoa que não tem nada a ver com o governo e muito menos com o governador. Não dei procuração para ninguém falar em meu nome. Quem fala por mim sou eu. Esses homens são fraudadores do fisco e não vamos aceitar coisa errada aqui no Mato Grosso do Sul", frisou.

O governador classificou as denúncias exibidas pelo Fantástico como tendenciosas e disse que deram ênfase apenas para o lado dos fraudadores do fisco.

"Gravei uma entrevista de 11 minutos com o repórter do Fantástico, mas ele não colocou nem um minuto no ar. Não foi veiculado na íntegra tudo o que respondemos das denúncias infundadas feitas por esses senhores. Nós já fizemos uma rodada de explicações com a imprensa, com o Ministério Público, Tribunal de Contas e com todos os órgãos mostrando a documentação e respondendo as falsas denúncias feitas pela JBS. O que cabe a nós agora é continuar trabalhando pelo Estado, fazendo entregas para melhorar a vida da nossa população e deixar os advogados mostrarem a comprovação documental que nós estamos mexendo com picaretas. Temos documentação e vamos provar", finalizou.

TV Globo - As denúncias foram veiculadas no programa Fantástico, da Rede Globo, na noite de ontem. Em um vídeo, José Ricardo Guitti, que teria sindo indicado pelo ex-secretário Chefe da Casa Civil Sérgio de Paula, aparece supostamente recebendo propina de empresários do setor de frigoríficos em troca de benefícios.

Segundo a denúncia, o governo estaria cobrando propina em troca de licença de funcionamento. De acordo com a reportagem, o dinheiro iria para o então chefe da Casa Civil, Sérgio de Paula.

Já o empresário Benício Tangerino, dono de um frigorífico, teria negociou diretamente com De Paula, em seu gabinete na Governadoria.

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