12 de Abril de 2024

Bolsonaro sugere metralhar Rocinha para parar “guerra”

Segunda-feira, 12 de Fevereiro de 2018 - 07:10 | Redação

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Bolsonaro sugere metralhar Rocinha para parar “guerra”

O pré-candidato a Presidência da República Jair Bolsonaro sugeriu “metralhar” a Rocinha para resolver o conflito entre traficantes de facções rivais na favela, que brigam pelo controle do tráfico de drogas. Segundo a coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo, Bolsonaro foi questionado sobre o assunto em um evento promovido na semana passada pelo BTG Pactual.

De acordo com o colunista, a estratégia de Bolsonaro seria mandar um helicóptero espalhar milhares de folhetos sobre a favela, avisando que daria um prazo de seis horas para os bandidos se entregarem. Caso os bandidos e traficantes continuassem escondidos, metralharia a Rocinha.

Guerra entre facções - A guerra que tomou a favela da Rocinha, na zona sul do Rio, e ganhou o noticiário nacional em setembro decorreu do rompimento da aliança entre Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, e o traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, ex-número-um do tráfico na comunidade, que está preso em uma penitenciária federal em Rondônia.

Desde então, a comunidade sofre com a tensão da guerra entre as facções e as constantes operações policiais contra o tráfico de droga. No entanto, o clima de insegurança não se concentra em apenas uma favela, diversas comunidades tem sido afetadas pela disputa entre facções por pontos de venda de drogas no Rio de Janeiro.

Crianças vítimas dos conflitos - Só nesta semana, cinco crianças e adolescentes foram baleadas no Rio, vítimas de confrontos armados entre polícia, integrantes de facções e milicianos.

Ontem, morreu no Hospital Miguel Couto, na Gávea, a adolescente Evelyn da Silva Coelho, de 15 anos, baleada na cabeça na última sexta-feira (9) na Praça Seca, em Jacarepaguá, durante troca de tiros entre criminosos.

A jovem foi vítima de conflito entre traficantes de drogas e milicianos, que disputam desde o final do ano passado o controle dos pontos de venda de drogas da comunidade Bateau Mouche. A comunidade da Covanca fica ao lado da comuniade Bateau-Mouche, onde os tiroteios entre dois grupos rivais ocorrem diariamente.

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