15 de Abril de 2024

Suspeito da morte de galerista alega que o crime foi encomendado por ex-marido

Em novo depoimento, Alejandro Prévez disse que receberia US$ 200 mil pelo assassinato de Brent Sikkema

Sexta-feira, 09 de Fevereiro de 2024 - 16:24 | Redação

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Suspeito da morte de galerista alega que o crime foi encomendado por ex-marido
O cubano Alejandro Prévez, suspeito de matar a facadas o americano Brent Sikkema (Reprodução)

O cubano Alejandro Prévez, suspeito de matar a facadas o americano Brent Sikkema, na zona sul do Rio de Janeiro, afirmou que cometeu o crime a mando do ex-marido da vítima, em novo depoimento à polícia. 

Ele está preso desde o dia 18 de janeiro. O assassinato teria sido encomendado por US$ 200 mil, quase um milhão de reais.

Segundo o cubano, o ex-marido reclamava que Brent vinha pagando valores muito baixos de pensão, gastava muito dinheiro com drogas, festas e garotos de programa.

Outra reclamação era de que o americano estava em um relacionamento com outra pessoa, o que poderia prejudicar a repartição dos bens no divórcio. A polícia pediu a prisão preventiva do ex-marido do galerista norte-americano nesta quarta-feira (7).

Ainda durante o depoimento, Alejandro afirmou que entrou na casa do galerista, no Jardim Botânico, usando uma chave que o ex havia enviado de Nova York. Ele negou que tenha roubado bens da casa.

Segunda investida

Alejandro alegou que essa não foi a primeira vez que ele tentou matar Brent Sikkema. Em outra ocasião, ele comprou uma besta pela internet, que é uma espécie de arco e flecha, para tentar acertar o americano quando ele aparecesse na janela de casa.

Ele alegou que desistiu da ideia porque percebeu que teria pouca visibilidade e ângulo.

O americano Brent Sikkema foi encontrado morto no interior da sua casa, no Jardim Botânico, na zona sul do Rio, no dia 15 de janeiro. O laudo pericial indicou que Sikkema foi ferido com 18 facadas, sendo os golpes concentrados nas regiões do rosto e do tórax.

De acordo com a polícia, o suspeito deixou o aparelho de ar-condicionado ligado, em uma possível tentativa de manter o corpo preservado.

Quem era Brent Sikkema?

O americano Brent Sikkema, de 75 anos, era sócio de uma importante galeria de arte em Nova York. Morava nos Estados Unidos, mas viajava, ao menos três vezes por ano, para o Brasil, durante as festas de fim de ano e o Carnaval.

Segundo a advogada do americano, ele era apaixonado pela arte brasileira e pelo país. Inclusive, tinha a intenção de se mudar para o Brasil.

Foi a advogada e amiga de Sikkema que encontrou o corpo da vítima sobre a cama, no dia seguinte ao assassinato. Ela foi à residência, no Jardim Botânico, por não conseguir contato no dia em que os dois tinham uma reunião marcada.

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