20 de Abril de 2024

Polícia encontra arsenal após prisão de CAC que assassinou a amante

Empresário disse que a matou por medo dela revelar relacionamento extraconjugal e prejudicar sua família

Segunda-feira, 18 de Março de 2024 - 20:12 | Redação

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Polícia encontra arsenal após prisão de CAC que assassinou a amante
O CAC Hélio Leonardo Neto e a amante, Mônica Matias, vítima de assassinato (Reprodução)

O empresário Hélio Leonardo Neto, 47, foi preso após ter confessado ter assassinado de forma brutal a amante na cidade de Limeira, interior de São Paulo. Com registro de CAC (Colecionador, Atirador e Caçador), ele mantinha um arsenal com mais de 80 armas (pistolas, espingardas e metralhadores) e 16,3 mil munições, todas apreendidas.

A vítima é Mônica Matias de Paula (33), que trabalhava como garota de programa e mantinha uma relação extraconjugal com o bolsonarista. Leonardo é gerente de uma rede de postos de combustíveis e é casado com a pastora evangélica de uma igreja local.

O homem foi detido pela Polícia Civil após confessar o crime no domingo (17). Bolsonarista radical, participou do ataque terrorista de 8 de janeiro de 2023 na Praça dos Três Poderes, em Brasília, contra a posse do presidente Lula.  

Mônica Matias estava desaparecida desde 4 de março e seu corpo foi encontrado 11 dias depois em estado avançado de decomposição em um canavial na lateral de uma rodovia. A vítima deixa dois filhos pequenos.

Na delegacia, Hélio disse que matou Mônica por medo dela revelar o relacionamento extraconjugal e prejudicar a reputação da família na cidade. Mas parentes da vítima acreditam que haja muito mais por trás dessa história.

O bolsonarista convidou a vítima para sair e a levou para uma área rural em Limeira. A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) aponta que Mônica foi espancada e estrangulada por Hélio.

Eles suspeitam que Mônica pode ter sido morta por saber demais sobre o que acontecia na casa de Hélio.

Polícia encontra arsenal após prisão de CAC que assassinou a amante
Helio Neto participou do ataque de 8 de janeiro de 2023 em Brasília

A mulher do criminoso chegou a ser interrogada pela polícia e teve sua participação no crime descartada. Ela relatou que foi informada sobre a relação extraconjugal do marido e disse que chegou a confrontá-lo, mas as informações foram negadas por Hélio.

Hamilton Rodrigues, advogado de Hélio, afirma que seu cliente teria “perdido a cabeça” e não estava conseguindo “enfrentar a pressão psicológica” imposta pela vítima, que queria revelar o caso para a pastora. 

“Emocionalmente ele não conseguiu mais lidar com essa situação. Ele confessa o crime por conta dessa pressão psicológica e dessas ameaças que ele vinha sofrendo”, diz o defensor.

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