21 de Julho de 2024

Simone desiste e Harfouche é candidato a governador

Segunda-feira, 13 de Agosto de 2018 - 03:37 | Redação

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Simone desiste e Harfouche é candidato a governador

 A senadora Simone Tebet não é mais a candidata do MDB ao governo do Estado. Em carta endereçada ao presidente da sigla, senador Valdemir Moka, e também aos demais integrantes do partido, ela oficializou na noite de ontem (12) a desistência, por “motivos pessoais”, e sugeriu a sua substituição pelo até então candidato a vice na chapa, o procurador de Justiça licenciado Sérgio Harfouche (PSC), cuja candidatura também corre o risco de ser impugnada.

Simone Tebet se tornou candidata em função da prisão do ex-governador André Puccinelli, ocorrida no dia 20 de julho, por envolvimento em crime de lavagem de dinheiro. Única liderança do partido com estatura política e eleitoral para enfrentar o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), que concorre a reeleição, Puccinelli deixou órfão dezenas de emedebistas, que agora correm o risco de não elegerem nenhum representante na Câmara dos Deputados, com dificuldades ainda para eleger deputados estaduais.

Na carta divulgada na noite de ontem, Simone Tebet destaca: “Conhecendo meus problemas de ordem pessoal, recebi apelos contundentes da minha família para não ser candidata”. Mais adiante, aponta o possível substituto: “se a opção for a escolha de um quadro partidário para ocupar a cabeça de chapa, quero lembrar o nome do companheiro Sérgio Harfouche, cuja competência e cujo compromisso com esse projeto não podem ser postos em causa”.

O problema é que Sérgio Harfouche corre o risco de ter a sua candidatura impugnada, em função de Emenda Constitucional que exige o desligamento definitivo (exoneração) do Ministério Público de integrantes que queiram se filiar a partidos políticos para concorrer a cargos eletivos.

Para se tornar apto à disputa ele apenas se licenciou do cargo. A vedação atinge todos os integrantes do MP que ingressaram no órgão após a promulgação da Constituição Federal de 1988. Ele ingressou nas fileiras do MP em 1992.

Leia a íntegra da carta:

Campo Grande, 12 de agosto de 2018.

Senhor Presidente,

Membros do Diretório do MDB/MS,

Como é do conhecimento de todos os membros deste Diretório, e de todos os companheiros emedebistas, nosso Partido estava, até duas semanas atrás, com a sua campanha totalmente estruturada em torno do nosso candidato natural ao Governo do Estado, André Puccinelli.

Um quadro de instabilidade atingiu nosso partido aqui em Mato Grosso do Sul, com a (em nosso entendimento) intempestiva intervenção judiciária num processo eleitoral que, até então, vinha se desenvolvendo nos marcos da normalidade.

Não posso – e os emedebistas e o povo sul-mato-grossense não podem – compreender como “normal” a prisão de um candidato a governador às vésperas da eleição, sem prévia condenação. Vimo-nos, então, obrigados a reagir a esse novo quadro de forma imediata, levados pela emoção e ainda chocados com as medidas que lhe foram impostas.

Foi, principalmente, devido a essa emoção, e respondendo ao apelo que me foi formulado pelo próprio André Puccinelli, que aceitei, em nossa última Convenção, a apresentação do meu nome como candidata ao Governo do Estado de Mato Grosso do Sul.

Foi, como disse, uma decisão pessoal.

Desde então, outras considerações, apontadas por meus familiares levam-me a rever essa decisão.

Conhecendo meus problemas de ordem pessoal, recebi apelos contundentes da minha família para não ser candidata.

Assim, acatando ao apelo de meus familiares, renuncio, à minha candidatura ao Governo do Estado de Mato Grosso do Sul pelo MDB, mas reafirmo minha confiança na pujança e unidade do nosso partido e dos nossos aliados, para manter a viabilidade do nosso projeto político, que tem se mostrado, ao longo dos anos – e mesmo décadas –, como imprescindível para o desenvolvimento do nosso Estado.

Se a opção for a escolha de um quadro partidário para ocupar a cabeça de chapa, quero lembrar o nome do companheiro Sérgio Harfouche, cuja competência e cujo compromisso com esse projeto não podem ser postos em causa.

Seja qual for a opção a ser adotada por esse Diretório, terá em mim uma militante aguerrida e disciplinada na defesa – volto a repetir – do nosso projeto político, que considero (e não precisaria dizê-lo) o melhor para a nossa gente.

Senadora Simone Tebet

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