05 de Março de 2024

Planalto considera áudios da JBS ilegais e fala em “montagem”

Sexta-feira, 19 de Maio de 2017 - 06:26 | Redação

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Planalto considera áudios da JBS ilegais e fala em “montagem”

A gravação feita pelo empresário e dono da JBS, Joesley Batista, em que conversa com o presidente Michel Temer (PMDB) sobre "comprar o silêncio" do deputado Eduardo Cunha (PMDB) foi enviada a peritos pelo Palácio do Planalto.

As gravações de conversas em ter o presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista a respeito da suposta compra do silencia do ex-deputado Eduardo Cunha podem ter sido editadas e, por conta disso, serão encaminhadas para a perícia. As informações são do jornal Folha de S. Paulo

O Palácio do Planalto pretende utilizar eventual edição das falas para reforçar o discurso de que o presidente foi vítima de conspiração. Em pronunciamento feito ontem, ele aventou sobre essa finalidade ao dizer, com veemência, que não irá renunciar ao mandato.

Outra linha a ser seguida é que as gravações foram ilegais e feitas sem autorização da Justiça. A gravação foi feita pelo empresário Joesley Batista antes de ele e seus executivos fecharem acordo de delação premiada com a Operação Lava-Jato.

Os áudios foram entregues ao ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), na quarta-feira (17). Ainda na quinta ele determinou a quebra de sigilo das gravações, que foram consideradas "inconclusivas" pelos assessores do presidente.

Foram também entregues à Procuradoria Geral da República áudios com conversas com o ex-presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, afastado do cargo de senador pelo STF. No diálogo ele pede R$ 2 milhões a Joesley Batista.

Na gravação divulgada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), o momento em que o presidente Michel Temer (PMDB) diz "Temos que manter isso, viu?" conta com vários trechos inaudíveis. Sem a transcrição oficial do diálogo, não é possível afirmar que o presidente fez o comentário dando aval aos pagamentos ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para comprar seu silêncio, conforme informou na noite de ontem reportagem do jornal "O Globo".

Segundo publicou hoje o colunista Josias de Souza, da Folha de S. Paulo, após ouvir os áudios ao lado de assessores, o presidente Michel Temer teria afirmado que “a montanha pariu um rato”, com um sorriso nos lábios em com expressão de alívio. Para ele, não há na fita divulgada pelo Supremo Tribunal Federal nada que possa incriminá-lo.

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