25 de Julho de 2024

Nova técnica para o tratamento de hemorroidas não precisa de cirurgia

Com duração de 10 minutos, procedimento é minimamente invasivo e indolor, à base de espuma, garante especialista

Quinta-feira, 20 de Junho de 2024 - 18:00 | Redação

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Nova técnica para o tratamento de hemorroidas não precisa de cirurgia
Hemorroida atinge cerca de 50% das pessoas a partir dos 50 anos (Foto: DINO)

Dados recentes da Organização Mundial da Saúde apontam elevada incidência de hemorroidas na população brasileira – atinge cerca de 50% da população a partir dos 50 anos. Estima-se que, a cada ano, por volta de 25 mil pessoas sejam operadas por meio do Sistema Único de Saúde ( SUS).

Mas, por que essa condição acomete tantas pessoas? É possível prevenir? Qual o melhor tratamento? Todos os casos devem ser tratados com cirurgia? Para esclarecer todas as questões, a especialista em Cirurgia do Aparelho Digestivo pelo Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva e proctologista da Prime Care Medical Complex, a médica Renata Colaneri explica todos os detalhes desta condição.

“As hemorroidas são veias da região do reto e do ânus, que ao dilatarem podem provocar desconforto, dor, coceira ou sangramento vermelho vivo. Entre os principais fatores de risco para a doença hemorroidária estão intestino preso ou episódios recorrentes de diarreia; permanecer sentado no vaso sanitário por longos períodos; obesidade; gestação; esforços físicos intensos e recorrentes (como carregar objetos muito pesados ou levantamento de peso, por exemplo), além da idade”, comenta a especialista.

Há três tipos de tratamento para hemorroidas: clínico, pouco invasivo e cirúrgico. O clínico consiste na regularização do hábito intestinal, com mudanças no estilo de vida e dieta adequada. 

Cuidados de higiene no local e banhos de assento melhoram os sintomas hemorroidários. Para os períodos de maior desconforto, as pessoas podem utilizar pomada, supositórios e até medicações via oral.

Novo tratamento

Já os tratamentos pouco invasivos são feitos por meio de ligadura elástica – indicada em fases iniciais da doença – e de escleroterapia, que consiste na injeção de uma medicação nas veias hemorroidárias dilatadas, por meio da anuscopia. 

A novidade nesse tratamento é a utilização de espuma, que garante máxima eficácia com técnicas avançadas para a rápida recuperação do paciente. É praticamente indolor e realizado sem anestesia. 

Não é preciso cirurgia ou ir a um hospital, já que pode ser feito em consultório. O benefício da nova técnica, que tem uma duração de 10 minutos, é bloquear o fluxo sanguíneo para a hemorroida, fazendo com que ela diminua e, eventualmente, desapareça.

"A espuma já tem sido muito utilizada para o tratamento das varizes, com ótimos resultados e segurança. As hemorroidas são veias dilatadas, ou seja, também são um tipo de varizes e respondem muito bem ao tratamento com espuma, quando bem indicado”, garante o cirurgião vascular e diretor da Prime Care Medical Complex, o médico Vitor Gornati.

Já no tratamento cirúrgico, que é conhecido por ser doloroso, as cirurgias são realizadas no hospital, sob anestesia. “A escolha da técnica a ser empregada depende da avaliação do médico cirurgião, pois as características das hemorroidas e as queixas específicas do paciente influenciam na escolha”, explica Renata.

As principais técnicas cirúrgicas são a hemorroidectomia, anopexia mecânica (PPH) e desarterialização hemorroidária transanal (THD).

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