24 de Fevereiro de 2024

Randolfe quer parte "não fascista" do PL na base de Lula

Sábado, 02 de Setembro de 2023 - 07:30 | Redação

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Randolfe quer parte não fascista do PL na base de Lula

O senador Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso Nacional, emitiu um comunicado destacando a abertura do governo federal para colaborar com todos os partidos interessados na "obra de reconstrução nacional". Essa declaração incluiu explicitamente o PL, que é liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ). A afirmação foi feita em uma entrevista à CNN Brasil nesta sexta-feira (1°).

“Parte do PL tem votado conosco. A parte do PL que não atende ao fascismo, tem compromisso democrático e, inclusive, alinhada o ideário liberal da fundação do partido tem estado com o governo. Todos que quiserem reconstruir o Brasil depois da devastação fascista, este governo está de braços abertos”, explicou o parlamentar.

A gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem trabalhado em uma minirreforma ministerial com o objetivo de acomodar legendas do Centrão, tais como o PP e o Republicanos. Além disso, planeja realizar mudanças no Ministério do Turismo para atender às demandas de facções do partido União Brasil, que já faz parte da base governista.

Essas mudanças são estratégicas e visam a simplificar a aprovação de pautas prioritárias para o governo no Congresso Nacional. Em votações cruciais, como a da Medida Provisória que oficializou o novo desenho da Esplanada dos Ministérios, surgiu uma preocupação sobre a formação de maioria parlamentar.

O PL tem demonstrado apoio ao governo em votações de grande relevância, como a Reforma Tributária e a votação de confiança no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais).

“O presidente e o governo já chancelaram a manifestação para serem incorporados ao governo, tanto o Republicanos quanto o PP, e as duas partes já manifestaram interesse em participar do governo”, acrescentou Randolfe.

Problemas de ministro com a justiça

Além disso, Randolfe Rodrigues também se pronunciou sobre a operação conduzida pela Polícia Federal, que está investigando possíveis irregularidades na distribuição de emendas do orçamento secreto pelo ministro das Comunicações, Juscelino Filho. O senador afirmou categoricamente que não vê chances de Juscelino Filho deixar o governo.

“Investigação não é condenação, e a Constituição assegura o princípio da individualidade da pena. Nesse momento, não tem nenhuma discussão sobre retirada do governo”, opinou.

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