25 de Julho de 2024

Parlamentares bolsonaristas pedem investigação de suposto "gabinete do ódio" do governo Lula

Pedido foi feito pelo senador Rogério Marinho

Quinta-feira, 13 de Junho de 2024 - 09:30 | Redação

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Parlamentares bolsonaristas pedem investigação de suposto gabinete do ódio do governo Lula
Parlamentares bolsonaristas fazem manifestação pedindo investigação de suposto 'gabinete da ousadia' do governo Lula (Foto: Divulgação)

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição na Casa, acionou o Tribunal de Contas da União (TCU) nesta quarta-feira (12) para que haja uma investigação de indícios da criação de um grupo, chamado de “gabinete da ousadia”, para atacar adversários e disseminar fake news que ajudem o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"Chama a atenção a demonstração da utilização da máquina pública em desvio de finalidade, em especial confundindo as esferas pública e a privada, incluindo a utilização de marqueteira contratada pelo PT, que cumpre expediente no Palácio do Planalto, numa verdadeira usurpação de função pública", diz o documento entregue ao TCU.

A prática supostamente usada por um grupo da base governista é muito parecida com o chamado “gabinete do ódio”, que teria sido criado durante o governo de Jair Bolsonaro (PL-RJ). Marinho pede ao Tribunal de Contas da União uma apuração para descobrir se a Secom usou verba pública para financiar o “gabinete da ousadia”.

Parlamentares de oposição se reuniram na tarde de hoje e depois fizeram um protesto no Salão Verde da Câmara dos Deputados. O grupo conversou com jornalistas, pedindo que o poder judiciário investigue a denúncia feita pelo jornal Estado de S.Paulo.

O caso

O Estado de São Paulo publicou uma reportagem na terça-feira (11) revelando um suposto esquema feito por um influenciador digital ligado ao PT para que fossem publicadas falsas informações e ataques a adversários políticos do partido. A estratégia seria muito parecida com o “gabinete do ódio”, que é investigada por ter atuado na gestão Bolsonaro.

A matéria do jornal explica que membros da Secom e integrantes do PT teriam feito “reuniões de pauta” para que o influenciador disseminasse os conteúdos nas redes sociais. O texto pontua que a Secretaria de Comunicação Social não deu nenhum real para o grupo.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, recebeu um documento da senadora Damares Alves (Republicanos-DF). No texto, a parlamentar pede que Thiago dos Reis seja incluído no inquérito das milícias digitais.

A Secom divulgou uma nota e negou qualquer participação no suposto “gabinete da ousadia”.

Confira:

“Não é verdade que a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República promova reuniões com uma versão petista do “gabinete do ódio”, como afirma a manchete do jornal o Estado de S. Paulo de hoje. O jornal faz uma abordagem sensacionalista e enviesada que distorce os fatos.

O que acontece eventualmente são reuniões de integrantes da Secom com as áreas de comunicação das lideranças do governo na Câmara e no Senado, bem como do PT e dos partidos da base, para informar sobre as ações e os programas prioritários de governo

O objetivo é fazer fluir as informações da gestão, incluindo novos lançamentos e entregas, para qualificar o trabalho das lideranças e da base do governo no Congresso. Não há a participação de influenciadores nessas reuniões com a Secom, muito menos a discussão sobre “ataques a críticos e desqualificação da imprensa”.

O texto do jornal tenta, por meio de ilações, criminalizar ações de gestão e serve ao único propósito de dar munição à oposição”.

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