19 de Abril de 2024

Com notas frias, JBS enganava o fisco estadual

Terça-feira, 15 de Agosto de 2017 - 05:56 | Redação

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Com notas frias, JBS enganava o fisco estadual

Uma análise preliminar feita pelos técnicos da CPI da JBS na Assembleia Legislativa concluiu que 93% das notas apresentadas pela empresa para prestação de contas do Termo de Acordo de Regime Especial (Tare) firmado na administração de Reinaldo Azambuja são frias.

A fraude poderá garantir ao estado a recuperação de recursos na ordem de R$ 250 milhões, enquanto que aos empresários Joesley e Wesley Batista restará a responsabilização cível e penal.

O total do benefício fiscal concedido à JBS é de R$ 99 milhões, bem abaixo do ressarcimento que a empresa deverá fazer ao governo do Estado. No plano de acordo firmado com a atual gestão, a JBS adequaria e ampliaria oito frigoríficos em Mato Grosso do Sul.

Com notas frias, JBS enganava o fisco estadual

O presidente da CPI, deputado estadual Paulo Corrêa (PR), disse que a empresa fez uma simples remessa. “Em vez de comprar materiais novos, ela fez nota dela para ela mesma. Eles transferiram do Marabá, no Pará, para o nosso Estado. Mas, para isso, precisavam de seis carretas para transportar o material. Esse transporte teria de passar por postos fiscais, mas não tem nenhum carimbo. Isso prova que há alguma coisa errada”, argumentou.

Para o parlamentar , a JBS está enganando Mato Grosso do Sul com “notas fraudulentas” para ganhar dinheiro. Com o objetivo de comprovar se os equipamentos realmente são os especificados nas notas apresentadas, os deputados que compõem a comissão visitarão amanhã a sede do frigorífico da JBS em Ponta Porã.

A CPI é composta pelos deputados Paulo Siufi (PMDB), Pedro Kemp (PT), Flávio Kayatt (PSDB) e Eduardo Rocha (PMDB), além de Paulo Corrêa.

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