05 de Março de 2024

Líder da frente evangélica na Câmara diz que Brasil vive "bibliofobia"

Parlamentar culpa políticas de Lula pela situação que garante existir

Segunda-feira, 12 de Fevereiro de 2024 - 13:33 | Redação

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Líder da frente evangélica na Câmara diz que Brasil vive bibliofobia
O deputado federal Eli Borges (PL). - Reprodução/Câmara dos Deputados

O deputado Eli Borges (PL-TO), Líder da Frente Evangélica na Câmara declarou ao portal Metrópoles que o Brasil vive um momento de “bibliofobia” e “perseguição” ao segmento religioso, e que essas ações são políticas do governo federal, chefiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“A gente está vivendo um tempo no Brasil muito perigoso, que eu chamo de igrejafobia, bibliofobia. E agora parece que estão criando a figura da sacerdotefobia. É horrível isso, porque são pessoas que estão aparelhadas com as políticas públicas do governo federal”,  declarou.

Eli Borges, que reveza a liderança da Frente Evangélica com o Deputado Silas Câmara (Republicanos-AM), declarou que a prioridade da bancada em 2024 será defender a família e a liberdade, respeitando todas as religiões:

"Defesa da família nos moldes judaico patriarcal, que é o modelo da biologia, da ciência, para defendermos a liberdade e no contexto da democracia, especialmente a religiosa, respeitando todas as religiões”.

A entrevista ainda abordou a união estável entre pessoas LGBTQIA+. Em 2011, o STF equiparou relações entre pessoas do mesmo gênero às uniões estáveis entre homens e mulheres, reconhecendo união homoafetiva como núcleo familiar.

Entretanto, o parlamentar declarou que o Supremo Tribunal Federal deveria “ xeretar menos o Poder Legislativo ”.

“Temos que entender que isso já é pacificado pelo Supremo Tribunal Federal, que a priori precisa de xeretar um pouco menos o Poder Legislativo brasileiro, com todo respeito aos ministros, sobretudo alguns deles”, declarou Eli Borges.

A entrevista ainda abordou o pagamento da prebenda para os evangélicos ou côngrua pelos católicos. Esses valores são recebidos pelos pastores ou padres pela atividade religiosa. Pela legislação, esse pagamento não é considerado uma forma de remuneração, portanto, as igrejas não precisam pagar contribuição ao INSS. 

Em janeiro, a Receita Federal suspendeu um ato editado no governo de Jair Bolsonaro (PL) que beneficiava os religiosos . Os evangélicos reclamam desse movimento e afirmam que o Planalto ignora os pastores, enquanto alguns, ligados ao ex-presidente Bolsonaro, criticam Lula.

Borges afirma que Lula prometeu respeito e diálogo com os religiosos e afirma que se o presidente “for inteligente, vai respeitar os mais de 200 mil líderes religiosos que existem” no Brasil.

“É uma decisão da cabeça dele. Quando ele foi candidato, ele prometeu nos respeitar. Ele prometeu que haveria diálogo franco e aberto. Tem uma expressão da Bíblia que diz que, pelo fruto, você conhece a árvore. O fruto que ele dá quando verbaliza o relacionamento não é exatamente dos registros que ele fez na campanha eleitoral. Muita gente ‘fez o L’ [votou em Lula] porque acreditou nesses registros. (O fruto) não é de um presidente que reconhece a importância do segmento religioso”, concluiu.

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