19 de Abril de 2024

Carmén Lúcia recebe apoio para manter prisão após segunda instância

Terça-feira, 20 de Março de 2018 - 13:42 | Redação

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Carmén Lúcia recebe apoio para manter prisão após segunda instância

É cada vez maior o movimento nas redes sociais em apoio à ministra Carmén Lúcia, presidente do STF, que nas últimas semanas vem sendo pressionada por políticos, advogados e até por colegas de Corte para que o plenário discuta novamente o cumprimento de pena por réus cuja condenação foi confirmada em segunda instância. A rediscussão do tema interessa a diversos políticos condenados no âmbito da Operação Lava Jato, dentre os quais o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT).

Carmén Lúcia recebe apoio para manter prisão após segunda instância

Na tarde de hoje, liderados pelo ministro Celso de Mello, os membros do STF aguardavam convite para reunião com a presidente do Supremo para tratar a questão. O encontro não ocorreu, mas não está descartada uma manobra regimental que constranja a magistrada e ela, enfim, ceda às pressões para colocar a matéria em discussão novamente.

A prisão imediata após consumado todos os recursos na instância recursal que confirmou a condenação de primeiro grau, foi pacificada em 2016, por 5 votos a 6. No entanto, como agora se trata de um condenado ilustre, o ex-presidente Lula, políticos que já cumprem pena na cadeia, advogados e alguns ministros do STF querem rever a matéria.

Carmén Lúcia recebe apoio para manter prisão após segunda instância

"O fim da prisão em segunda instância faria retroceder em 50 anos o combate à corrupção. As inúmeras possibilidades de recurso fariam os crimes prescreverem. Não haveria mais motivo para que alguém fizesse colaboração premiada”, disse a ministra em entrevista à Revista Época na semana passada.

Redes sociais - Nas redes sociais, a palavra de ordem é “Resista Carmén Lúcia”. O site de notícias “O Antagonista” é um dos que lançaram campanha de apoio à ministra. Nas imediações do STF foi estendida uma faixa com apalavras de apoio à ministra, que à imprensa declarou que se submeter às pressões seria o mesmo que apequenar o STF.

 

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