14 de Junho de 2024

Animais silvestres: Cras atinge lotação máxima

Segunda-feira, 10 de Julho de 2017 - 04:20 | Redação

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Animais silvestres: Cras atinge lotação máxima

 Com 700 animais “internados”, o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras) tem funcionado com lotação máxima e alerta para o risco de domesticar animais silvestres. Alguns dos que estão no local nunca mais poderão ser reintroduzidos na natureza devido ao excesso de contato com o homem. Em alguns casos mais graves eles carregarão sequelas para o resto da vida –  como o macaco que teve a perna amputada após ser atacado por um cão pit bull.

Por dia são consumidos mais de cem quilos de ração e frutas, conta a coordenadora do Cras, Nara Teodoro Pontes. A manutenção do Centro é feita pelo Governo do Estado. A maior parte dos animais que está no local são aves, principalmente papagaios, mas há também macacos e dez onças. Algumas delas não poderão ser soltas novamente, pois foram retiradas da natureza ainda filhotes e não aprenderam a caçar.

“Cada animal tem uma ficha com todas as informações. Quando chegam, eles recebem uma espécie de RG [Registro Geral] e uma marcação individual. Alguns estão muito debilitados e precisam de medicação. Eles passam por avaliação clínica, são vermifugados e ficam em quarentena por sete dias”, explica a coordenadora.

Equipe formada por seis técnicos de nível superior e cinco tratadores é responsável pelos cuidados com os animais. Os veterinários se revezam para plantões de 24 horas.

Animais silvestres: Cras atinge lotação máxima

Quando já estão em condições, os pacientes são designados aos recintos apropriados. “Os que são de convívio vão para o grupo e aqueles de hábito individual recebem um recinto próprio”, detalha.

Rota do tráfico - O problema é que o número de animais que chega ao Cras aumenta no período de reprodução das espécies. Em um só mês o local já chegou a receber mais de dois mil papagaios, frutos de apreensões. “MS é rota para passagem do tráfico de animais”, lamenta a coordenadora. Segundo ela, a maioria das apreensões vem da região sul do Estado. Alguns animais chegam a ser comercializados em feiras.

A solução passa pela conscientização das pessoas, aponta Nara. Com redução da demanda pela compra de animais silvestres, diminui também o número de animais comercializados ilegalmente.

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