25 de Maio de 2024

Milei volta atrás após aumentar próprio salário em 50%

Presidente da Argentina colocou a culpa da medida em Cristina Kirchner, que rebateu

Segunda-feira, 11 de Março de 2024 - 10:14 | Redação

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Milei volta atrás após aumentar próprio salário em 50%
Javier Milei (Foto: Reuters/Matias Baglietto).

O presidente da Argentina, Javier Milei, revogou no sábado (9) um decreto que aumentava o seu salário, o dos ministros e dos secretários em cerca de 50%, atribuindo a responsabilidade pelo aumento à ex-presidente Christina Kirchner.

Em 26 de janeiro, Milei havia reajustado o salário mínimo do país em 30%, porém o decreto original estipulava que esse reajuste não se aplicaria aos funcionários de alto escalão do Poder Executivo. Entretanto, um novo texto foi promulgado em 28 de fevereiro, estendendo o reajuste a todos os funcionários.

Em sua acusação contra Kirchner, Milei citou um decreto de 2010, durante o mandato dela como presidente da Argentina. Esse decreto estabelecia uma escala ascendente de remuneração para o alto escalão do governo, vinculando os reajustes aos concedidos aos demais funcionários públicos.

“Acabo de ser informado que em decorrência de um decreto assinado pela ex-presidente Cristina Kirchner em 2010, que estabelecia que os dirigentes políticos deveriam ganhar sempre mais que os funcionários da administração pública, foi concedido um aumento automático aos quadros políticos deste governo”, disse Milei em publicação no X.

Posteriormente, a Presidência da Argentina emitiu um comunicado oficial anunciando a anulação do decreto que garantia os reajustes salariais. De acordo com a nota, a norma assinada anteriormente por Kirchner "foi concebida e executada com o objetivo de proteger os bolsos da casta", um apelido dado por Milei à classe política.

Em resposta, também pelo X, Kirchner afirmou que o aumento de salário não estava presente na primeira versão do decreto assinado por Milei, mas foi incluído em uma versão posterior.

“Quero pensar que você leu o que assina. (…) O decreto que assinei há 14 anos não tem nada a ver com isso”, disse a ex-presidente.

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