15 de Junho de 2024

Daniel Noboa diz que vai deportar detentos estrangeiros

Medida é feita para tentar controlar violência no país

Quinta-feira, 11 de Janeiro de 2024 - 10:30 | Redação

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Daniel Noboa diz que vai deportar detentos estrangeiros
O presidente do Equador, Daniel Noboa (Foto: Rodrigo Buendia/AFP).

O presidente do Equador, Daniel Noboa, afirmou que está cogitando deportar os presos estrangeiros devido à onda de violência que atingiu o país nos últimos dias. A declaração foi dada durante uma entrevista à Rádio Canelas, nesta quarta-feira (10).

Noboa visa reduzir a população carcerária do país, que está em um momento de superlotação. As penitenciárias passam por uma crise de violência que já resultou na morte de ao menos 10 pessoas.

Dentre a população carcerária estrangeira do Equador, 90% é formada por presidiários vindos da Colômbia, Venezuela e Peru.

O presidente do Equador informou que ao menos 1500 colombianos estão detidos nos presídios equatorianos.

O que está acontecendo no Equador?
 

Nessa terça-feira (9), o presidente do Equador, Daniel Noboa, emitiu um decreto que instaura o Conflito Armado Interno, e estabelece que as Forças Armadas “neutralizem” 22 grupos criminosos, agora classificados como “organizações terroristas”. O documento se junta à declaração de Estado de exceção, emitido na segunda (8).

A ação ocorre após José Adolfo Macías Villamar, conhecido como “Fito”, líder da facção Los Choneros, fugir da Prisão Regional de Guayaquil no domingo (7). Horas depois, policiais foram sequestrados, ataques com explosivos nas ruas foram registrados, houve ocorrências de manifestações dentro de presídios e uma invasão a um canal de TV.

O documento conjectura o "reconhecimento da existência de um conflito armado interno" e estabelece "a mobilização e intervenção das Forças Armadas e da Polícia Nacional no território nacional para garantir a soberania e a integridade territorial contra a criminalidade organizada transnacional, as organizações terroristas e os atores não Estatais beligerantes".

A medida impõe toque de recolher obrigatório de 23h às 5h à população por 60 dias, além de permitir que as Forças Armadas se unam aos policiais nas ruas.

 

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