25 de Julho de 2024

Governo anula leilão de arroz após suspeita sobre empresas participantes

A decisão de importar arroz foi tomada após enchentes atingirem o RS, que é responsável por 70% da produção do cereal no país

Terça-feira, 11 de Junho de 2024 - 13:15 | Redação

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Governo anula leilão de arroz após suspeita sobre empresas participantes
Governo anula leilão de arroz após suspeita sobre empresas participantes (Foto: Agência Brasil).

O presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto, anunciou nesta terça-feira (11) a anulação do leilão do governo para a compra de arroz importado. Ele afirmou que um novo procedimento será realizado devido a suspeitas de irregularidades no leilão para a compra de 263 mil toneladas de arroz ocorrido na última quinta-feira.

"Pretendemos fazer um novo leilão, quem sabe em outros modelos, para que a gente possa ter garantia que vamos contratar empresa com capacidade técnica e financeira [...]. A decisão é anular este leilão e proceder um novo mais ajustado", declarou Pretto no Palácio do Planalto.

No leilão anterior, o preço médio de cada saco de arroz de 5 quilos foi de cerca de R$ 25.

A decisão de importar arroz foi tomada pelo governo poucos dias após o início das enchentes no Rio Grande do Sul, estado responsável por 70% da produção nacional do grão. No entanto, cerca de 80% da colheita já havia sido realizada antes das inundações.

Em 7 de maio, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, justificou a decisão de compra de arroz para evitar o aumento dos preços devido às dificuldades de transporte do grão para outras regiões do país.

Neste contexto, ele observou que nenhum atacadista, naquele momento, possuía "estoques para mais de 15 dias".

Em razão da controvérsia em torno do leilão, o ministro da Agricultura anunciou hoje a saída de Neri Geller do cargo de secretário de Política Agrícola. Segundo o ministro, Geller colocou seu cargo à disposição e foi demitido.

"Hoje pela manhã secretário Neri Geller me comunicou, fez ponderação, quando filho dele estabeleceu sociedade com esta corretora do Mato Grosso, ele não era secretário de político agrícola. Não há fato que desabone ou que gere qualquer tipo de suspeita, mas que de fato gerou, e por isso colocou cargo a disposição", afirmou Fávaro.

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