16 de Julho de 2024

Acidentes com o uso de álcool inflamável é tema de audiência pública na Capital

Sábado, 09 de Junho de 2018 - 06:54 | Redação

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Acidentes com o uso de álcool inflamável é tema de audiência pública na Capital

A Câmara Municipal de Campo Grande realizou no dia 6 passado Audiência Pública para debater o tema "Queimaduras - Questão de Saúde Pública". Na ocasião, foi discutida a Lei 5.935/2017, que institui a Semana de Prevenção de Queimaduras: prevenção, tratamento, informações, orientações e políticas públicas.

A autora do Projeto de Lei que institui a Semana de Prevenção de Queimaduras na Capital, vereadora Enfermeira Cida explicou a importância da Lei. “Quem passou por essa questão de queimadura sabe o que estamos falando e o porquê que eu tive tanto empenho em transformar um Projeto em Lei, cada um que está aqui faz parte desse processo. Eu tive a oportunidade de trabalhar no Hospital da Santa Casa, e desses quase 30 anos que estive lá, 20 anos trabalhei direto no serviço de tratamento de queimaduras e, cada paciente que chegava para o tratamento é uma família que está sofrendo", disse ela.

Acidentes com o uso de álcool inflamável é tema de audiência pública na Capital

Para o coordenador Estadual de Vigilância Sanitária, Adam Macedo, a população precisa ser protegida. Uma das estratégias, das muitas que são necessárias, é a necessidade de se investir na forma de apresentação do álcool líquido encontrado no comércio.

“Os acidentes têm como palco as residências, durante churrasco com o uso do álcool liquido. Temos ainda pessoas que compram o produto, inclusive o 70, nos postos de combustíveis. Precisamos conscientizar a população para que não utilize o álcool inflamável para acender churrasqueiras e chapas para fritar bife”, ressaltou.

Segundo a psicóloga da Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS), Miliane Higa, a secretaria realiza o trabalho de prevenção e, também, o serviço de atendimento após o trauma com queimaduras. “Temos os CRAS, que são serviços de referência, que trabalham com famílias na questão da prevenção. E temos também os CREAS, porque infelizmente às vezes os casos não foram acidentes: os pais jogam produto quente nas crianças, por conta da bebida, das drogas no ambiente familiar", alegou.

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